Porque são palavras agrupadas na mais completa falta de sentido.
“Não sei explicar, mas sinto-me, por vezes, vazia. E tudo o que eu faço é errado e errado. O que estou fazendo agora é errado. E só resta a esperança boba e infantil de que, se eu insistir, as coisas vão melhorar. Contudo elas não vão. Não agora. Não hoje. E eu não sei como parar.”
“Já olhou pela janela hoje? Não vi o sol, não vi o seu brilho. É tão escuro e frio aqui dentro. As flores estão morrendo, porque os vasos quebraram. E o relógio só mostra as horas pares.”
“Onde está a minha chance de recomeçar? Onde eu estou? E você? Os dias passam rápidos, sem sentido. Talvez seja tarde... é tarde. Eu vi seu rosto por trás de um vidro embaçado, ele parecia mais jovem e feliz. Então me diga, por onde tem andado?”
“Uma palavra, muitos significados. Medo... o que significa para você? E felicidade? Individualidade, este é o melhor termo, é o que traduz a nossas diferenças, nossos pontos de vista. Quantos significados a palavra ‘amadurecer’ pode ter? Arriscaria dizer que a mesma quantidade do número de pessoas vivas. E, dentre tantas e tantas palavras, um substantivo próprio não me deixa dormir. Uma única palavra dentre tantas... comum, comum.”
“Demoradamente, a caneta pousou sobre a mesa. Ela abandonou em um canto o pedaço de papel rasurado, não poderia continuar escrevendo. A caneta rolou e estalou em contato com o chão frio. E o papel recebera segredos demais em um único dia, por isso tremia, acompanhando a brisa que penetrava pela janela. Eram informações demais, densas, graves, particulares, e ele as contaria, uma a uma, para todos os olhos que estivessem interessados. Era responsabilidade demais para uma única folha velha de papel. E a caneta não desistiu de rolar pelo chão, dando continuidade à sua fuga.”
“Não era música, eram sentimentos. Não eram medos, eram pavores. Não eram risos de alegria, eram de desespero. Dor por descrença? Não... por esperança. Não eram adultos, ainda eram crianças. Não era o tempo, era a falta dele. Não era a certeza, mas a insegurança. Não era você, era eu.”
“E os olhos insistem em fechar-se. Sono, sonho, sonambulismo acordado. É cedo para parar e muito tarde para continuar. Soluções? Ela dorme e dorme, em um desvario desperto.”
Não avisei?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Vamos aos versos
Deixemos a história para depois, temos tempo...
Por enquanto, vamos aos versos.
Andando pela rua, já recebi muitos papéis, propagandas das mais diversas... dentistas precisando de pacientes, gente vendendo e comprando ouro e tudo o mais, além de, claro, promoções de celulares até escovas de dente, mas nunca recebi um versinho sequer. Nunca. Nenhum esmirradinho, franzino, nem torto, velho ou novo, sem rima, nem pobre de estilo. Nada.
Naturalmente se poderia perguntar por que sair por aí distribuindo versos, mas... por que não fazê-lo? Por que perder a chance de, com algumas palavras simples, colocar um sorriso no rosto de alguém, mesmo que seja de um desconhecido?
Bem... fica a idéia e que venham os versos. Deixo um desconcertado e mal arrumado, mas deixo.
Não se trata de uma rua, mas, talvez, haja alguém caridoso que diga: "é um bom começo".
Levanta, que o sonho acorda
É dia
Dança com o travesseiro
Não ria!
Pinta a alegria com sete cores
E os odores da manhã penetram pela janela
Lembranças, lembranças...
Vaso sem flor
Machucado sem dor
Lápis sem cor
E outrora não foi o que amanhã será!
Sou eu o meu medo maior
És tu tua toada toda
e também minha alegria boba
Dá-me a mão, pois o sonho vai
E o que fica somos nós
Sozinhos, sem pauta nem frauda
Sobram medos e palavras
Monta um verso e faz a rima
que eu te espero pro jantar
Talvez me atrase
e perca a frase
Pois quero antes conquistar o mundo
E rir dos erros que cometemos
Por enquanto, vamos aos versos.
Andando pela rua, já recebi muitos papéis, propagandas das mais diversas... dentistas precisando de pacientes, gente vendendo e comprando ouro e tudo o mais, além de, claro, promoções de celulares até escovas de dente, mas nunca recebi um versinho sequer. Nunca. Nenhum esmirradinho, franzino, nem torto, velho ou novo, sem rima, nem pobre de estilo. Nada.
Naturalmente se poderia perguntar por que sair por aí distribuindo versos, mas... por que não fazê-lo? Por que perder a chance de, com algumas palavras simples, colocar um sorriso no rosto de alguém, mesmo que seja de um desconhecido?
Bem... fica a idéia e que venham os versos. Deixo um desconcertado e mal arrumado, mas deixo.
Não se trata de uma rua, mas, talvez, haja alguém caridoso que diga: "é um bom começo".
Levanta, que o sonho acorda
É dia
Dança com o travesseiro
Não ria!
Pinta a alegria com sete cores
E os odores da manhã penetram pela janela
Lembranças, lembranças...
Vaso sem flor
Machucado sem dor
Lápis sem cor
E outrora não foi o que amanhã será!
Sou eu o meu medo maior
És tu tua toada toda
e também minha alegria boba
Dá-me a mão, pois o sonho vai
E o que fica somos nós
Sozinhos, sem pauta nem frauda
Sobram medos e palavras
Monta um verso e faz a rima
que eu te espero pro jantar
Talvez me atrase
e perca a frase
Pois quero antes conquistar o mundo
E rir dos erros que cometemos
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Palavras famosas?
Acredito que já está em tempo de escrever alguma coisa. Pretendo começar com algumas palavras. Sugiro "amizade".
Ah, amizade... Eu me pergunto o que seriam dos homens sem este sentimento, sem a possibilidade de confiança em alguém e da consciência que ao seu lado há quem esteja pronto para rir, chorar, cantar e gritar com você, além de compartilhar segredos não tão secretos, que todos os seus amigos conhecem. Concluo que não seriam nada. Nada senão um organismo sem vida e tedioso.
O tédio... Quem não o conhece? Já tive a chance de vê-lo de perto e, se fosse atribuir-lhe uma face, diria se tratar de uma caricatura peculiar: olhos mórbidos e inexpressivos, pele flácida e parada, sem rugas, porque as rugas são sinônimo de choro e riso. Enfim, pacato e imutável.
Mudança... Esta ocorre diariamente, sem que tenhamos a chance de vê-la ou percebê-la. Quando nos damos conta, é tarde. Porém, há momentos em que desejamos mudar, nos renovar, e sequer sabemos por onde começar. O que promove a mudança? Um ano novo seria capaz de renovar o ser que sou? Você seria capaz de mudar-me? Prefiro substituir tudo isso por uma única questão: somos nós que mudamos o mundo ou é ele que nos muda?
Essas não são palavras famosas, são apenas termos repletos de significado. Significam algo para mim e tenho certeza de que significam ou já significaram pra você também.
Há outras várias palavras que poderiam ser listadas, contudo quero algo diferente...
Gosta de histórias?
Ah, amizade... Eu me pergunto o que seriam dos homens sem este sentimento, sem a possibilidade de confiança em alguém e da consciência que ao seu lado há quem esteja pronto para rir, chorar, cantar e gritar com você, além de compartilhar segredos não tão secretos, que todos os seus amigos conhecem. Concluo que não seriam nada. Nada senão um organismo sem vida e tedioso.
O tédio... Quem não o conhece? Já tive a chance de vê-lo de perto e, se fosse atribuir-lhe uma face, diria se tratar de uma caricatura peculiar: olhos mórbidos e inexpressivos, pele flácida e parada, sem rugas, porque as rugas são sinônimo de choro e riso. Enfim, pacato e imutável.
Mudança... Esta ocorre diariamente, sem que tenhamos a chance de vê-la ou percebê-la. Quando nos damos conta, é tarde. Porém, há momentos em que desejamos mudar, nos renovar, e sequer sabemos por onde começar. O que promove a mudança? Um ano novo seria capaz de renovar o ser que sou? Você seria capaz de mudar-me? Prefiro substituir tudo isso por uma única questão: somos nós que mudamos o mundo ou é ele que nos muda?
Essas não são palavras famosas, são apenas termos repletos de significado. Significam algo para mim e tenho certeza de que significam ou já significaram pra você também.
Há outras várias palavras que poderiam ser listadas, contudo quero algo diferente...
Gosta de histórias?
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