sexta-feira, 16 de julho de 2010

Despedida

Há um texto pronto para a ocasião, mas, ao contrário dos outros dias, hoje vou preferir o silêncio.

Se algo ainda realmente importa, já foi dito. Verbalmente, eu sei: os textos carregam muito pouco de minha história dos últimos dois anos. Todavia, agora é só a brisa levando consigo uma folha seca. Calmaria.

A despedida é, sobretudo, triste, pois nenhuma partida é feliz.

Então que a folha encontre seu repouso sobre solo infértil, para fertilizá-lo, e que, ao meu corpo curvar-se em agradecimento, uma palavra sussurrada seja ouvida, pois é assim que eu digo "adeus".

2 comentários:

  1. Nossa, esse tocou bem no fundo da alma.

    "São só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida, a hora do encontro é também de despedida."

    (Não consegui evitar de lembrar desta letra.)

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  2. Querida,

    Todas as despedidas são tristes, por isso queremos evitá-las. Todas as palavras ficam marcadas, tudo dói, tudo fere, quando é desta forma, breve.

    A calmaria nem sempre significa o que devia.

    Talvez superficialmente as palavras não exibam a realidade, mas no fundo, bem no fundo, eu posso ver as emoções.

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