sábado, 2 de outubro de 2010

Conturbação

Explode. Fragmentos no ar, desordem da atmosfera, caos. Explosão de liberdade, expansão extrema, quebra dos limites corporais. O bumbar do coração, o esboroamento dos pulmões, ossos não mais ligados, pele desfeita. Dilatação, fim da pressão que esmaga: a liberdade de correr sem rumo ou de se arremessar contra a parede... ou o vidro. Explosão que não acontece, contida pela matéria. Alta pressão sem solução, sem alívio. Compressão, então. Dor... sim, muita dor. E, agora, apenas olhos cansados.

Não quero mais sentir isso.

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